sábado, 29 de setembro de 2012
Musica e direção
Que a música mexe com os nossos sentimentos, todo mundo sabe. No trânsito, é a mesma coisa: uma composição calma deixa motoristas tranquilos, enquanto um som pesado estimula as pessoas, podendo deixá-las mais nervosas e tensas. Que tal apelar para melodias gentis com a nossa ajuda?
Se música erudita relaxa, a música popular prende menos a atenção. Uma pesquisa realizada na Inglaterra com motoristas revelou que 60% dos entrevistados se sentem influenciados pelas músicas que escutam enquanto dirigem. Já 15% reconheceram que as melodias agressivas, como um rock mais pesado, os levam a dirigir mais rápido.
Além da música, ouvir a transmissão de uma partida de futebol também pode comprometer a direção. A Universidade de Leicester, na Inglaterra, divulgou um estudo no qual aponta que 2 milhões de pessoas sofreram acidentes ou escaparam por pouco de um enquanto escutavam um jogo pelo rádio.
O pior momento, claro, costuma ser aquele em que há uma situação de risco – como o time adversário perto de marcar um gol ou um jogador importante prestes a ser expulso de campo. Nada estranho para quem é fanático por futebol. Para os torcedores apaixonados, o ideal é evitar ouvir o jogo do time do coração enquanto dirige. Mas, o mais importante mesmo, é lembrar que, a partir do momento que se assume a direção de um veículo, a sintonia deve ser na direção segura, na precaução, no respeito e na segurança.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
CORDIALIDADE EM CRISE.
No pátio do estacionamento do hospital há uma vaga reservada, guardada por um sinalizador de ferro. Quando me aproximei, duas pessoas se acercavam: um jovem estudante de medicina, forte e saudável, e um velhinho, encurvado, com sua bengala.
O jovem não sabia que quem estava atrás do insufilme era o professor que ainda não lhe dera a nota do semestre, fez olho branco e foi adiante. O velho pediu que esperasse e se dispôs â gentileza.
Surpreendido com o desfecho da cena, entrei para dar a aula da manhã e comecei perguntando quem supunham que tinha retirado o cavalete. A maioria respondeu: o velhinho. Mudei o tema de aula, e me dispus a debater a crise de cordialidade que tomou conta de nosso cotidiano, onde ninguém mais parece ter tempo nem ânimo para abrir portas, estender mãos, ceder vagas ou puxar cadeiras.
Deixei claro que nunca pretendi que alguém devesse remover o sinalizador para mim, até porque ainda n ao tenho nenhum dificuldade de locomoção.
Mas aquele cavalete, representando a atitude diante da possibilidade de ajudar alguém, devia ser usado como guia de escolha profissional.
Alertei aos estudantes que passaram a me ouvir, com olhos muito inquietos, que na nossa atividade médica diária, solicitamos exames, checamos resultados, opinamos sobre a radiografia do parente que não pode vir, nos surpreendemos com o tamanho das amígdalas no elevador, renovamos a receita que expirou, recomendamos colegas de outras especialidades, preenchemos atestados, falamos com familiares aflitos por notícias, enfim, uma infinidade de tarefas não remuneradas.
E o fazemos com uma única possibilidade de compensação: a de receber a gratidão do ajudado.
Nenhuma dúvida que quem não se sentir compensado por fazer o bem sem olhar a quem, não deve exercer qualquer profissão que imponha a relação cotidiana com pessoas. Menos ainda com pessoas fragilizadas pela doença.
Pensando naquele cavalete como uma encruzilhada de vida, eu abriria os braços para a doçura daquele vovozinho e o projetaria um clínico adorado pelos seus pacientes.
Quanto ao jovem, bem, existem tantas tarefas importantes à espera de pessoas fortes e saudáveis.
J. J. Camargo, cirurgião torácico e chefe do Setor de Transplantes da Santa Casa de Misericórdia.
Extraído de ZH 7/07/2012
Reblogado do
No pátio do estacionamento do hospital há uma vaga reservada, guardada por um sinalizador de ferro. Quando me aproximei, duas pessoas se acercavam: um jovem estudante de medicina, forte e saudável, e um velhinho, encurvado, com sua bengala.
O jovem não sabia que quem estava atrás do insufilme era o professor que ainda não lhe dera a nota do semestre, fez olho branco e foi adiante. O velho pediu que esperasse e se dispôs â gentileza.
Surpreendido com o desfecho da cena, entrei para dar a aula da manhã e comecei perguntando quem supunham que tinha retirado o cavalete. A maioria respondeu: o velhinho. Mudei o tema de aula, e me dispus a debater a crise de cordialidade que tomou conta de nosso cotidiano, onde ninguém mais parece ter tempo nem ânimo para abrir portas, estender mãos, ceder vagas ou puxar cadeiras.
Deixei claro que nunca pretendi que alguém devesse remover o sinalizador para mim, até porque ainda n ao tenho nenhum dificuldade de locomoção.
Mas aquele cavalete, representando a atitude diante da possibilidade de ajudar alguém, devia ser usado como guia de escolha profissional.
Alertei aos estudantes que passaram a me ouvir, com olhos muito inquietos, que na nossa atividade médica diária, solicitamos exames, checamos resultados, opinamos sobre a radiografia do parente que não pode vir, nos surpreendemos com o tamanho das amígdalas no elevador, renovamos a receita que expirou, recomendamos colegas de outras especialidades, preenchemos atestados, falamos com familiares aflitos por notícias, enfim, uma infinidade de tarefas não remuneradas.
E o fazemos com uma única possibilidade de compensação: a de receber a gratidão do ajudado.
Nenhuma dúvida que quem não se sentir compensado por fazer o bem sem olhar a quem, não deve exercer qualquer profissão que imponha a relação cotidiana com pessoas. Menos ainda com pessoas fragilizadas pela doença.
Pensando naquele cavalete como uma encruzilhada de vida, eu abriria os braços para a doçura daquele vovozinho e o projetaria um clínico adorado pelos seus pacientes.
Quanto ao jovem, bem, existem tantas tarefas importantes à espera de pessoas fortes e saudáveis.
J. J. Camargo, cirurgião torácico e chefe do Setor de Transplantes da Santa Casa de Misericórdia.
Extraído de ZH 7/07/2012
reblogado do
No pátio do estacionamento do hospital há uma vaga reservada, guardada por um sinalizador de ferro. Quando me aproximei, duas pessoas se acercavam: um jovem estudante de medicina, forte e saudável, e um velhinho, encurvado, com sua bengala.
O jovem não sabia que quem estava atrás do insufilme era o professor que ainda não lhe dera a nota do semestre, fez olho branco e foi adiante. O velho pediu que esperasse e se dispôs â gentileza.
Surpreendido com o desfecho da cena, entrei para dar a aula da manhã e comecei perguntando quem supunham que tinha retirado o cavalete. A maioria respondeu: o velhinho. Mudei o tema de aula, e me dispus a debater a crise de cordialidade que tomou conta de nosso cotidiano, onde ninguém mais parece ter tempo nem ânimo para abrir portas, estender mãos, ceder vagas ou puxar cadeiras.
Deixei claro que nunca pretendi que alguém devesse remover o sinalizador para mim, até porque ainda n ao tenho nenhum dificuldade de locomoção.
Mas aquele cavalete, representando a atitude diante da possibilidade de ajudar alguém, devia ser usado como guia de escolha profissional.
Alertei aos estudantes que passaram a me ouvir, com olhos muito inquietos, que na nossa atividade médica diária, solicitamos exames, checamos resultados, opinamos sobre a radiografia do parente que não pode vir, nos surpreendemos com o tamanho das amígdalas no elevador, renovamos a receita que expirou, recomendamos colegas de outras especialidades, preenchemos atestados, falamos com familiares aflitos por notícias, enfim, uma infinidade de tarefas não remuneradas.
E o fazemos com uma única possibilidade de compensação: a de receber a gratidão do ajudado.
Nenhuma dúvida que quem não se sentir compensado por fazer o bem sem olhar a quem, não deve exercer qualquer profissão que imponha a relação cotidiana com pessoas. Menos ainda com pessoas fragilizadas pela doença.
Pensando naquele cavalete como uma encruzilhada de vida, eu abriria os braços para a doçura daquele vovozinho e o projetaria um clínico adorado pelos seus pacientes.
Quanto ao jovem, bem, existem tantas tarefas importantes à espera de pessoas fortes e saudáveis.
J. J. Camargo, cirurgião torácico e chefe do Setor de Transplantes da Santa Casa de Misericórdia.
Extraído de ZH 7/07/2012
reblogado do http://josecontinolisboa.blogspot.com.br/
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