sábado, 24 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Os Guarani Kaiowá e as perversidades do senso comum
Renzo Taddei
Colunista do Canal Ibase
Nas últimas semanas recebi uma quantidade impressionante de solicitações, via redes sociais e e-mail, para manifestar meu apoio à causa dos Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul. Não me lembro, em minha experiência com redes sociais, de ter visto mobilização desse porte. Há pouco mais de uma semana, saiu decisão judicial a favor dos indígenas – ou, para colocar em termos mais precisos, revogando a reintegração de posse da área onde estão. Como atentou gente mais próxima ao movimento indígena, isso por si só não garante quase nada, apenas que violências maiores não sejam cometidas no curto prazo. De qualquer forma, não tive muito tempo para me alegrar com o que parecia uma vitória do potencial de mobilização descentralizada da sociedade civil: ao comentar a questão com um amigo, no Rio de Janeiro, recebi como resposta a pergunta, maliciosamente feita de forma a combinar ironia e seriedade em proporções iguais: “mas, afinal, para que servem os índios?” Desconcertado, não consegui articular nada, apenas retruquei: “não sei; mas e você, pra que serve?”
Não pude deixar de pensar no assunto nos dias que se seguiram. Mas, no caso, o assunto deixou de ser exatamente a situação dos Guarani Kaiowá, ou das especificidades de conflitos entre índios e não-índios, e passou a ser a situação de certa configuração de ideias do senso comum da população urbana – ou pelo menos das coletividades nas quais me insiro, no Rio de Janeiro e em São Paulo – sobre os índios, em primeira instância, e sobre aqueles que são irredutivelmente diferentes, em última. Obviamente esse é assunto complexo, e vou me limitar a apenas pontuar alguns temas que, creio, são importantes para iluminar o contexto no qual notícias sobre os conflitos envolvendo indígenas ganham significados, para a grande parcela da população brasileira que inevitavelmente participa disso tudo na posição de meros espectadores.
Sobre a natureza dos índios e não-índios
Certa vez, em uma aula de antropologia, na Escola de Comunicação da UFRJ, usei um exemplo hipotético de jovem índio que vinha à universidade estudar medicina. “Aí ele deixa de ser índio”, alguém disse. Na discussão que se seguiu, a opinião prevalecente era de que as expressões “índio
No olho do furacão.
Na Idade Média, na Europa a usura era pecado determinado por Roma, pelo Papa. Pelos parâmetros de hoje, era um mundo sujo, sem higiene, cheio de tabus, estável. Qualquer ideia nova podia resultar numa fogueira onde o autor e suas ideias virariam cinza. Pareceria um mundo morto. Vieram, então, o Renascimento e o Mercantilismo, uma revolução sem precedentes na história do mundo. O Mercantilismo, primeira forma de acúmulo de dinheiro e que pagava juros, financiou grandes navegações. Mais adiante, aperfeiçoou-se na forma de Capitalismo, que, com seus bancos e sociedades anônimas, passou a proporcionar dividendos. Foi espetacular, pois o dinheiro acumulado propiciou a construção das máquinas da Revolução Industrial. Neste momento histórico, o dinheiro deixa de ser simplesmente facilitador das trocas mercantis e, de maneira sub-reptícia, começa a se transformar num fim em si.
Marx percebeu e avisou. Revoluções, ou tentativas de, aconteceram, mas foram sufocadas pelo poder do Capital que, nas suas mais diversas formas de manifestação, se revelou sedutor e/ou corruptor. A humanidade que jamais fora de fato unida em torno de uma filosofia de respeito consciente entre os indivíduos, tornou-se mais e mais individualizada e egoísta. A “admiração pelo outro” foi substituída pela terrível inveja, deturpando o sentimento de autoestima que passou a depender da posse de bens: Ser Feliz = Ter Coisas. É que as máquinas produzem coisas, não, sentimentos.
Na busca de lucro, que é a mola mestra do Capitalismo, os ambiciosos, aperfeiçoaram a psicologia de vendas que explora, de maneira científica e metódica, os mais recônditos sentimentos humanos e, fazendo uso de sofisticados meios de comunicação, dominam as massas com promessas de uma felicidade que, nos raros casos em que acontece, é efêmera e, conseqüentemente, frustrante.
Por algum tempo – pois “ninguém engana a todos o tempo todo” – essa ciência deu certo, proporcionando a muitos uma certa “zona de conforto”, que é como o olho do furacão. Pra quem não sabe, no olho do furacão quase não há vento; enquanto na volta tudo é destruído, no centro há uma “zona de conforto”, uma calma, uma estabilidade ilusória. Pois já nos estão atingindo os primeiros ventos. O consumismo atingiu seu ápice e a cobra começou a devorar o próprio rabo: estamos caindo na real. Consumir mais e mais já não está segurando a insatisfação generalizada, pelo contrário, está se manifestando em revoltas que os “inocentes detentores do poder não entendem”.
A Imprensa, aliada do processo acima descrito, perdeu o senso crítico; o povo, por ela manipulado, idem. Agora inicia-se o Caos.
Preparem-se, pois estamos saindo do Olho do Furacão e vamos ter que colher tudo que semeamos nestes últimos séculos.
miguel angelo
terça-feira, 13 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
De bicicleta para o trabalho: o que você precisa saber? O que sua empresa pode fazer?
Baixe gratuitamente o manual
“De bicicleta para o trabalho: o que você precisa saber? O
que
sua
empresa pode
fazer?”, elaborado pela Associação Transporte Ativo e pelo
Mountain
Bike
BH.
Fonte:
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Corredor é proibido por lei
É proibido utilizar o corredor no trânsito. Isso é lei.Porém, não é como encaram grande parte dos motociclistas. Como as características das motocicletas são favoráveis – velocidade, agilidade e tamanho – muitos se acham aptos e no direito de dominar os corredores. Inclusive, muitos defendem o gostariam que o uso do corredor fosse regulamentado.
O número de acidentes envolvendo motociclistas cresce a cada dia, devido à insistência desses condutores fazerem ziguezague no trânsito, trafegarem entre os demais veículos e cortarem os mesmos sem sinalização adequada. Com isso, os motociclistas colocam não apenas a vida deles em situações de risco, mas também a vida de outros condutores.
Trafegando pelos corredores o motociclista pode acabar não sendo visto por outros motoristas, por ficarem no ponto cego e não serem captados pelo retrovisor.
A grande maioria dos motociclistas acredita que têm o legítimo direito de trafegar sobre os corredores e alguns até entendem que o motorista de outro veículo (automóvel, ônibus, caminhão) que fecha o corredor está infringindo a lei.
O problema vem à tona com a não regulamentação e, na ausência de regras, o próprio motociclista aplica a punição e arrebenta o retrovisor do motorista. Ele age como promotor e juiz no momento.
Para você, o corredor deveria ser regulamentado por lei?
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