sábado, 24 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Os Guarani Kaiowá e as perversidades do senso comum
Renzo Taddei
Colunista do Canal Ibase
Nas últimas semanas recebi uma quantidade impressionante de solicitações, via redes sociais e e-mail, para manifestar meu apoio à causa dos Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul. Não me lembro, em minha experiência com redes sociais, de ter visto mobilização desse porte. Há pouco mais de uma semana, saiu decisão judicial a favor dos indígenas – ou, para colocar em termos mais precisos, revogando a reintegração de posse da área onde estão. Como atentou gente mais próxima ao movimento indígena, isso por si só não garante quase nada, apenas que violências maiores não sejam cometidas no curto prazo. De qualquer forma, não tive muito tempo para me alegrar com o que parecia uma vitória do potencial de mobilização descentralizada da sociedade civil: ao comentar a questão com um amigo, no Rio de Janeiro, recebi como resposta a pergunta, maliciosamente feita de forma a combinar ironia e seriedade em proporções iguais: “mas, afinal, para que servem os índios?” Desconcertado, não consegui articular nada, apenas retruquei: “não sei; mas e você, pra que serve?”
Não pude deixar de pensar no assunto nos dias que se seguiram. Mas, no caso, o assunto deixou de ser exatamente a situação dos Guarani Kaiowá, ou das especificidades de conflitos entre índios e não-índios, e passou a ser a situação de certa configuração de ideias do senso comum da população urbana – ou pelo menos das coletividades nas quais me insiro, no Rio de Janeiro e em São Paulo – sobre os índios, em primeira instância, e sobre aqueles que são irredutivelmente diferentes, em última. Obviamente esse é assunto complexo, e vou me limitar a apenas pontuar alguns temas que, creio, são importantes para iluminar o contexto no qual notícias sobre os conflitos envolvendo indígenas ganham significados, para a grande parcela da população brasileira que inevitavelmente participa disso tudo na posição de meros espectadores.
Sobre a natureza dos índios e não-índios
Certa vez, em uma aula de antropologia, na Escola de Comunicação da UFRJ, usei um exemplo hipotético de jovem índio que vinha à universidade estudar medicina. “Aí ele deixa de ser índio”, alguém disse. Na discussão que se seguiu, a opinião prevalecente era de que as expressões “índio
No olho do furacão.
Na Idade Média, na Europa a usura era pecado determinado por Roma, pelo Papa. Pelos parâmetros de hoje, era um mundo sujo, sem higiene, cheio de tabus, estável. Qualquer ideia nova podia resultar numa fogueira onde o autor e suas ideias virariam cinza. Pareceria um mundo morto. Vieram, então, o Renascimento e o Mercantilismo, uma revolução sem precedentes na história do mundo. O Mercantilismo, primeira forma de acúmulo de dinheiro e que pagava juros, financiou grandes navegações. Mais adiante, aperfeiçoou-se na forma de Capitalismo, que, com seus bancos e sociedades anônimas, passou a proporcionar dividendos. Foi espetacular, pois o dinheiro acumulado propiciou a construção das máquinas da Revolução Industrial. Neste momento histórico, o dinheiro deixa de ser simplesmente facilitador das trocas mercantis e, de maneira sub-reptícia, começa a se transformar num fim em si.
Marx percebeu e avisou. Revoluções, ou tentativas de, aconteceram, mas foram sufocadas pelo poder do Capital que, nas suas mais diversas formas de manifestação, se revelou sedutor e/ou corruptor. A humanidade que jamais fora de fato unida em torno de uma filosofia de respeito consciente entre os indivíduos, tornou-se mais e mais individualizada e egoísta. A “admiração pelo outro” foi substituída pela terrível inveja, deturpando o sentimento de autoestima que passou a depender da posse de bens: Ser Feliz = Ter Coisas. É que as máquinas produzem coisas, não, sentimentos.
Na busca de lucro, que é a mola mestra do Capitalismo, os ambiciosos, aperfeiçoaram a psicologia de vendas que explora, de maneira científica e metódica, os mais recônditos sentimentos humanos e, fazendo uso de sofisticados meios de comunicação, dominam as massas com promessas de uma felicidade que, nos raros casos em que acontece, é efêmera e, conseqüentemente, frustrante.
Por algum tempo – pois “ninguém engana a todos o tempo todo” – essa ciência deu certo, proporcionando a muitos uma certa “zona de conforto”, que é como o olho do furacão. Pra quem não sabe, no olho do furacão quase não há vento; enquanto na volta tudo é destruído, no centro há uma “zona de conforto”, uma calma, uma estabilidade ilusória. Pois já nos estão atingindo os primeiros ventos. O consumismo atingiu seu ápice e a cobra começou a devorar o próprio rabo: estamos caindo na real. Consumir mais e mais já não está segurando a insatisfação generalizada, pelo contrário, está se manifestando em revoltas que os “inocentes detentores do poder não entendem”.
A Imprensa, aliada do processo acima descrito, perdeu o senso crítico; o povo, por ela manipulado, idem. Agora inicia-se o Caos.
Preparem-se, pois estamos saindo do Olho do Furacão e vamos ter que colher tudo que semeamos nestes últimos séculos.
miguel angelo
terça-feira, 13 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
De bicicleta para o trabalho: o que você precisa saber? O que sua empresa pode fazer?
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Corredor é proibido por lei
É proibido utilizar o corredor no trânsito. Isso é lei.Porém, não é como encaram grande parte dos motociclistas. Como as características das motocicletas são favoráveis – velocidade, agilidade e tamanho – muitos se acham aptos e no direito de dominar os corredores. Inclusive, muitos defendem o gostariam que o uso do corredor fosse regulamentado.
O número de acidentes envolvendo motociclistas cresce a cada dia, devido à insistência desses condutores fazerem ziguezague no trânsito, trafegarem entre os demais veículos e cortarem os mesmos sem sinalização adequada. Com isso, os motociclistas colocam não apenas a vida deles em situações de risco, mas também a vida de outros condutores.
Trafegando pelos corredores o motociclista pode acabar não sendo visto por outros motoristas, por ficarem no ponto cego e não serem captados pelo retrovisor.
A grande maioria dos motociclistas acredita que têm o legítimo direito de trafegar sobre os corredores e alguns até entendem que o motorista de outro veículo (automóvel, ônibus, caminhão) que fecha o corredor está infringindo a lei.
O problema vem à tona com a não regulamentação e, na ausência de regras, o próprio motociclista aplica a punição e arrebenta o retrovisor do motorista. Ele age como promotor e juiz no momento.
Para você, o corredor deveria ser regulamentado por lei?
Dê a sua opinião deixando um comentário no blog ou, se preferir, comente via Twitter @MotoConsciente ou na nossa página do Facebook (lembre-se, tem que curtir a página e tornar-se fã) e contribua com esta campanha!
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Novo tipo de sinalização ajuda motoristas a RESPEITAR o espaço do Aparelho cria espaço para ultrapassagem em ciclistas

quinta-feira, 11 de outubro de 2012
A maioria das pessoas se diz
respeitosa e não o é na prática mais elementar da vida cotidiana, quando o seu
próprio linguajar é permanentemente autoritário. Algumas outras criaturas
aprenderam a se comportar de modo mais respeitoso; estas parecem que conseguem
dialogar com pessoas que pensam de modo diferente, colocar ponderadamente seus
argumentos e ouvir os do seu interlocutor. Mas no íntimo se tornam irritadiços
(e isto às vezes transparece) e seus diálogos interiores são sempre de desprezo
pelo modo de pensar do outro, visto como burro ou desonesto. Não é nada fácil
admitir que alguém pense diferente de nós sem isto nos irritar profundamente e
todos nós sabemos que isto funciona assim; podemos deixar vazar nossa
prepotência ou agirmos de modo educado e político; mas é extremamente difícil
ser verdadeiramente respeitoso.
E não deixa de ser surpreendente que uma coisa assim simples seja tão difícil de ser conseguida como uma vivência interior sincera e consistente; é por isso que não acredito nas fórmulas fáceis e rápidas para quem pretende ser livre. É natural que a questão do respeito seja comprometida com profundos processos emocionais — processos de grande importância para o equilíbrio da pessoa — pois senão seria mais fácil de se superar este obstáculo. Uma das situações onde estes aspectos podem muito bem ser observados é no seio da vida familiar e principalmente na relação amorosa homem-mulher. Quando o marido se apercebe de que a mulher não está de acordo com algum ponto de vista seu (sim, porque muitas vezes ele nem dá chance dela se manifestar) isto provoca nele uma irritação descomunal. Na maioria das vezes, absolutamente desproporcional à magnitude dos fatos em questão. Ele grita, envolve outros dados da vida íntima na briga, faz discursos de persuasão, diz mesmo que a mulher é burra e não entende nada (e como os homens dizem isto com facilidade!); sente-se profundamente ofendido e pode ficar vários dias de mal. |
terça-feira, 9 de outubro de 2012
- Todo ser humano merece respeito!
- Por Adm. Marizete Furbino
-
- "O trabalhador tem mais necessidade de respeito que de
pão."
(Karl Marx)
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Respeito X Liberdade de Expressão
sábado, 29 de setembro de 2012
Musica e direção
Que a música mexe com os nossos sentimentos, todo mundo sabe. No trânsito, é a mesma coisa: uma composição calma deixa motoristas tranquilos, enquanto um som pesado estimula as pessoas, podendo deixá-las mais nervosas e tensas. Que tal apelar para melodias gentis com a nossa ajuda?
Se música erudita relaxa, a música popular prende menos a atenção. Uma pesquisa realizada na Inglaterra com motoristas revelou que 60% dos entrevistados se sentem influenciados pelas músicas que escutam enquanto dirigem. Já 15% reconheceram que as melodias agressivas, como um rock mais pesado, os levam a dirigir mais rápido.
Além da música, ouvir a transmissão de uma partida de futebol também pode comprometer a direção. A Universidade de Leicester, na Inglaterra, divulgou um estudo no qual aponta que 2 milhões de pessoas sofreram acidentes ou escaparam por pouco de um enquanto escutavam um jogo pelo rádio.
O pior momento, claro, costuma ser aquele em que há uma situação de risco – como o time adversário perto de marcar um gol ou um jogador importante prestes a ser expulso de campo. Nada estranho para quem é fanático por futebol. Para os torcedores apaixonados, o ideal é evitar ouvir o jogo do time do coração enquanto dirige. Mas, o mais importante mesmo, é lembrar que, a partir do momento que se assume a direção de um veículo, a sintonia deve ser na direção segura, na precaução, no respeito e na segurança.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
CORDIALIDADE EM CRISE.
No pátio do estacionamento do hospital há uma vaga reservada, guardada por um sinalizador de ferro. Quando me aproximei, duas pessoas se acercavam: um jovem estudante de medicina, forte e saudável, e um velhinho, encurvado, com sua bengala.
O jovem não sabia que quem estava atrás do insufilme era o professor que ainda não lhe dera a nota do semestre, fez olho branco e foi adiante. O velho pediu que esperasse e se dispôs â gentileza.
Surpreendido com o desfecho da cena, entrei para dar a aula da manhã e comecei perguntando quem supunham que tinha retirado o cavalete. A maioria respondeu: o velhinho. Mudei o tema de aula, e me dispus a debater a crise de cordialidade que tomou conta de nosso cotidiano, onde ninguém mais parece ter tempo nem ânimo para abrir portas, estender mãos, ceder vagas ou puxar cadeiras.
Deixei claro que nunca pretendi que alguém devesse remover o sinalizador para mim, até porque ainda n ao tenho nenhum dificuldade de locomoção.
Mas aquele cavalete, representando a atitude diante da possibilidade de ajudar alguém, devia ser usado como guia de escolha profissional.
Alertei aos estudantes que passaram a me ouvir, com olhos muito inquietos, que na nossa atividade médica diária, solicitamos exames, checamos resultados, opinamos sobre a radiografia do parente que não pode vir, nos surpreendemos com o tamanho das amígdalas no elevador, renovamos a receita que expirou, recomendamos colegas de outras especialidades, preenchemos atestados, falamos com familiares aflitos por notícias, enfim, uma infinidade de tarefas não remuneradas.
E o fazemos com uma única possibilidade de compensação: a de receber a gratidão do ajudado.
Nenhuma dúvida que quem não se sentir compensado por fazer o bem sem olhar a quem, não deve exercer qualquer profissão que imponha a relação cotidiana com pessoas. Menos ainda com pessoas fragilizadas pela doença.
Pensando naquele cavalete como uma encruzilhada de vida, eu abriria os braços para a doçura daquele vovozinho e o projetaria um clínico adorado pelos seus pacientes.
Quanto ao jovem, bem, existem tantas tarefas importantes à espera de pessoas fortes e saudáveis.
J. J. Camargo, cirurgião torácico e chefe do Setor de Transplantes da Santa Casa de Misericórdia.
Extraído de ZH 7/07/2012
Reblogado do
No pátio do estacionamento do hospital há uma vaga reservada, guardada por um sinalizador de ferro. Quando me aproximei, duas pessoas se acercavam: um jovem estudante de medicina, forte e saudável, e um velhinho, encurvado, com sua bengala.
O jovem não sabia que quem estava atrás do insufilme era o professor que ainda não lhe dera a nota do semestre, fez olho branco e foi adiante. O velho pediu que esperasse e se dispôs â gentileza.
Surpreendido com o desfecho da cena, entrei para dar a aula da manhã e comecei perguntando quem supunham que tinha retirado o cavalete. A maioria respondeu: o velhinho. Mudei o tema de aula, e me dispus a debater a crise de cordialidade que tomou conta de nosso cotidiano, onde ninguém mais parece ter tempo nem ânimo para abrir portas, estender mãos, ceder vagas ou puxar cadeiras.
Deixei claro que nunca pretendi que alguém devesse remover o sinalizador para mim, até porque ainda n ao tenho nenhum dificuldade de locomoção.
Mas aquele cavalete, representando a atitude diante da possibilidade de ajudar alguém, devia ser usado como guia de escolha profissional.
Alertei aos estudantes que passaram a me ouvir, com olhos muito inquietos, que na nossa atividade médica diária, solicitamos exames, checamos resultados, opinamos sobre a radiografia do parente que não pode vir, nos surpreendemos com o tamanho das amígdalas no elevador, renovamos a receita que expirou, recomendamos colegas de outras especialidades, preenchemos atestados, falamos com familiares aflitos por notícias, enfim, uma infinidade de tarefas não remuneradas.
E o fazemos com uma única possibilidade de compensação: a de receber a gratidão do ajudado.
Nenhuma dúvida que quem não se sentir compensado por fazer o bem sem olhar a quem, não deve exercer qualquer profissão que imponha a relação cotidiana com pessoas. Menos ainda com pessoas fragilizadas pela doença.
Pensando naquele cavalete como uma encruzilhada de vida, eu abriria os braços para a doçura daquele vovozinho e o projetaria um clínico adorado pelos seus pacientes.
Quanto ao jovem, bem, existem tantas tarefas importantes à espera de pessoas fortes e saudáveis.
J. J. Camargo, cirurgião torácico e chefe do Setor de Transplantes da Santa Casa de Misericórdia.
Extraído de ZH 7/07/2012
reblogado do
No pátio do estacionamento do hospital há uma vaga reservada, guardada por um sinalizador de ferro. Quando me aproximei, duas pessoas se acercavam: um jovem estudante de medicina, forte e saudável, e um velhinho, encurvado, com sua bengala.
O jovem não sabia que quem estava atrás do insufilme era o professor que ainda não lhe dera a nota do semestre, fez olho branco e foi adiante. O velho pediu que esperasse e se dispôs â gentileza.
Surpreendido com o desfecho da cena, entrei para dar a aula da manhã e comecei perguntando quem supunham que tinha retirado o cavalete. A maioria respondeu: o velhinho. Mudei o tema de aula, e me dispus a debater a crise de cordialidade que tomou conta de nosso cotidiano, onde ninguém mais parece ter tempo nem ânimo para abrir portas, estender mãos, ceder vagas ou puxar cadeiras.
Deixei claro que nunca pretendi que alguém devesse remover o sinalizador para mim, até porque ainda n ao tenho nenhum dificuldade de locomoção.
Mas aquele cavalete, representando a atitude diante da possibilidade de ajudar alguém, devia ser usado como guia de escolha profissional.
Alertei aos estudantes que passaram a me ouvir, com olhos muito inquietos, que na nossa atividade médica diária, solicitamos exames, checamos resultados, opinamos sobre a radiografia do parente que não pode vir, nos surpreendemos com o tamanho das amígdalas no elevador, renovamos a receita que expirou, recomendamos colegas de outras especialidades, preenchemos atestados, falamos com familiares aflitos por notícias, enfim, uma infinidade de tarefas não remuneradas.
E o fazemos com uma única possibilidade de compensação: a de receber a gratidão do ajudado.
Nenhuma dúvida que quem não se sentir compensado por fazer o bem sem olhar a quem, não deve exercer qualquer profissão que imponha a relação cotidiana com pessoas. Menos ainda com pessoas fragilizadas pela doença.
Pensando naquele cavalete como uma encruzilhada de vida, eu abriria os braços para a doçura daquele vovozinho e o projetaria um clínico adorado pelos seus pacientes.
Quanto ao jovem, bem, existem tantas tarefas importantes à espera de pessoas fortes e saudáveis.
J. J. Camargo, cirurgião torácico e chefe do Setor de Transplantes da Santa Casa de Misericórdia.
Extraído de ZH 7/07/2012
reblogado do http://josecontinolisboa.blogspot.com.br/
terça-feira, 7 de agosto de 2012
SOM NO TRANSPORTE COLETIVO
O vereador Francisco Sellin (PMDB), afirmou que criou a proposta após receber reclamações constantes de pessoas que usam o transporte público e sentem-se incomodadas em serem obrigadas a ouvir a música de outros passageiros. Sellin lembrou que são os mais velhos que mais sofrem com isso, e os motoristas que perdem a concentração por causa do som alto.
Será de responsabilidade das empresas afixar nos ônibus avisos em locais visíveis sobre a proibição municipal. Aquele que, ainda assim, não respeitar a lei será advertido pelo motorista ou cobrador. Caso haja necessidade, foi permitido o uso de "força policial" para o cumprimento da lei.
domingo, 5 de agosto de 2012
BRASIL - MEDALHA DE OURO
É o primeiro ouro de um país ibero-americano na competição, que desta vez ocorreu em Bangcoc, na Tailândia, de 10 a 18 de julho.
Gustavo Haddad Braga, aluno do Colégio Objetivo de São Paulo, foi responsável pelo feito inédito. Ivan Tadeu (também do Colégio Objetivo de São Paulo), Lucas Hernandes (Colégio Etapa de São Paulo) e os cearenses José Guilherme Alves (Colégio Ari de Sá) e Ricardo Duarte Lima (Colégio Farias Brito) ficaram com o bronze.
Olimpíada Internacional de Física
A Olimpíada Internacional de Física é uma competição anual voltada a estudantes de todo o mundo que estejam cursando o equivalente ao ensino médio brasileiro. Os brasileiros concorreram com 394 alunos de 84 nacionalidades.
"Apenas 8% dos alunos do torneio recebem a medalha de ouro. Isso significa que o Gustavo faz parte de um grupo seleto, onde estão os melhores alunos do mundo na área da física, para o mesmo nível que o dele", disse Euclydes Marega Júnior, professor do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador-geral da Olimpíada Brasileira de Física (OBF).
A seleção para participar da IPhO, da qual o Brasil participa desde 2000, ocorre por meio da OBF. Organizada pela Sociedade Brasileira de Física, a olimpíada nacional tem como objetivos estimular o interesse pela disciplina, aproximar o ensino médio das universidades e descobrir novos talentos para representar o país em torneios ao redor do mundo.
"Na OBF participam cerca de 600 mil jovens. Desse total, selecionamos cinco para representar o Brasil na IPhO. O processo de preparação para a competição internacional leva dois anos e meio", explicou Marega.
Além da IPhO, os brasileiros são preparados para concorrer à Olimpíada Ibero-Americana de Física. Segundo a SBF, nas duas competições, nenhum país da América Latina conquistou tantas medalhas quanto o Brasil.
Monica Pileggi
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
CUIDADO COM A VIDA.
O respeito com a vida se faz de forma plena. Não existe se for limitado apenas ou priorizando o ser humano. Em vários países do mundo a preocupação com a fauna é cada vez mais levado a sério. A construção de equipamentos que permitam animais circularem livremente em locais com rodovias é muito bem planejado. Ainda não temos este tipo de cuidado em nosso país. Alguns procedimentos já aparecem ,como túneis -pequenos- que ajudam , no banhado do Taim no Rio Grande do Sul, já funcionam há algum tempo. É necessário que cada vez mais estejam presentes e se tornem obrigatórios.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
O sofisma chamado agências de notação
Hugo Lameiras
Opinião
Nada melhor do que as famigeradas agências de notação para se perceber Lord Byron: «Afinal, o que é a mentira? Nada mais do que a verdade mascarada.»
O que são, para que servem?
Das inúmeras agências de notação financeira que existem as mais importantes são as três agências norte-americanas: Standard and Poor’s (S&P), Moody’ s Investor Services e Fitch Ratings. Juntas controlam 95% do mercado. Como? Mediante as suas avaliações de empresas ou estados.
As agências de rating são empresas de notação de risco de crédito cuja principal função é medir a capacidade de um estado ou de uma empresa em pagar as suas dívidas. Essa medição (avaliação ou notação) vai do famoso AAA, que é a total capacidade para cumprir os compromissos financeiros, até C ou D (consoante a agência) que classifica a impossibilidade do cumprimento da dívida, isto é, a bancarrota.
Assim, periodicamente as agências atualizam a sua classificação, que pode resultar numa subida (upgrade) ou numa descida (downgrade) do rating de um estado ou de uma empresa.
Por que razão são estas avaliações fundamentais?
É a partir destes ratings que os investidores tomam as suas decisões, uma vez que a nota de risco resultante dessa classificação expressa o grau de risco que essas empresas ou países (nestes casos chamamos risco soberano) apresentam perante o pagamento das suas dívidas (valor total e juros) no prazo fixado. Assim, se um país ou empresa alcançar uma boa nota, o risco para os investidores é reduzido, mas quanto pior for a classificação maiores serão as taxas de juro, já que o risco de não haver pagamento é superior.
Isto parece ser um sistema simples com regras muito evidentes. Acontece que há uma tremenda falta de seriedade destas instituições fomentada pelo enorme conflito de interesses, dado que o avaliador é (quase sempre) pago pelo avaliado.
Que notação dar às agências de notação?
A história demonstrou a fraqueza de um sistema que de perfeito nada tem. O facto é que nos últimos anos os erros de avaliação geraram crises muito profundas à escala global. Um dos exemplos é a Enron, uma empresa americana do setor energético (electricidade e gás natural) e das comunicações, financeiramente muito saudável que colapsou há cerca de uma década originando um escândalo financeiro ciclópico. Onde estavam estas agências com as suas previsões?
O episódio mais paradigmático da falácia destas agências é o colossal erro na avaliação do banco norte-americano Lehman Brothers, que abriu falência a 15 de Setembro de 2008 com prejuízos de 485 mil milhões de euros. De acordo com os dados destas mesmas agências, os títulos de dívida do Lehman Brothers chegaram a negociar com o rating A+ até 180 dias antes da sua falência. Como se justificam as boas notas de investimento que resultaram afinal na crise do subprime?
Em relação ao caso português, há igualmente histórias mal contadas. Lembram-se do rating da EDP, por exemplo, que passou para lixo não há muito tempo? Até aqui nada de estranho, o pior foi saber que a EDP obteve lucros de 1,125 milhões de euros em 2011, mais 4% que no ano anterior, o que representa o melhor resultado de sempre da elétrica. Como se explica um erro tão grosseiro?
Ao nível da avaliação do risco soberano a coisa não é muito mais animadora e há igualmente erros crassos e incompreensíveis. Um desses exemplos é a Argentina, que no espaço de um ano, entre 30 de Outubro de 2000 e 6 de Novembro de 2001, passou de uma notação que lhe conferia o rating BBB-, equivalente ao rating que Portugal tem hoje, para um estado de falência.
Como se explica a bancarrota da Islândia há quatro anos (resgatada em Outubro de 2008), já que estas agências de notação atribuíam seis meses antes o rating A, ou seja, o terceiro valor mais elevado da escala que se traduz num baixíssimo risco creditício?
Há inúmeros erros que o tempo se encarregará de reforçar, mas estas agências defendem-se de uma forma muito simples para se desculpabilizarem: apenas emitem a sua opinião!
quarta-feira, 18 de julho de 2012
NELSON MANDELA- UM LIDER DE RESPEITO
Nelson Mandela, um dos maiores líderes humanistas da história contemporânea. O mundo comemora no dia de hoje seus 94 anos vividos em perene luta pelo respeito e cidadania .
Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
NÓS OCIDENTAIS, OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS
Leonardo Boff
O complexo de crises que avassala a humanidade nos obriga a parar e a fazer um balanço. É o momento filosofante de todo observador crítico, caso queira ir além dos discursos convencionais e intrassistêmicos. Por que chegamos à atual situação que objetivamente ameaça o futuro da vida humana e de nossa obra civilizatória? Respondemos sem maiores justificativas: principais causadores deste percurso são aqueles que nos últimos séculos detiveram o poder, o saber e o ter. Eles se propuseram dominar a natureza, conquistar o mundo inteiro, subjugar os povos e colocar tudo a serviço de seus interesses.
Para isso foi utilizada uma arma poderosa: a tecnociência. Pela ciência identificaram como funciona a natureza e pela técnica operaram intervenções para benefício humano sem reparar nas consequências. Esses senhores que realizaram esta saga foram os ocidentais europeus. Nós, latino-americanos, fomos à força agregados a eles como um apêndice: o Extremo Ocidente. Estes ocidentais, entretanto, estão hoje extremamente perplexos. Perguntam-se aturdidos: como podemos estar no olho da crise, se possuímos o melhor saber, a melhor democracia, a melhor consciência dos direitos, a melhor economia, a melhor técnica, o melhor cinema, a maior força militar e a melhor religião, o cristianismo?
Ora, estas “conquistas” estão postas em xeque, pois elas, não obstante seu valor, inegavelmente não nos fornecem mais nenhum horizonte de esperança. Sentimos: o tempo ocidental se esgotou e já passou. Por isso perdeu qualquer legitimidade e força de convencimento.
Arnold Toynbee, analisando as grandes civilizações, notou esta constante histórica: sempre que o arsenal de respostas para os desafios não é mais suficiente, as civilizações entram em crise, começam a esfacelar-se até o seu colapso ou assimilação por outra. Esta traz renovado vigor, novos sonhos e novos sentidos de vida pessoais e coletivos. Qual virá? Quem o sabe? Eis a questão cruciante.
O que agrava a crise é a persistente arrogância ocidental. Mesmo em decadência, os ocidentais se imaginam ainda a referência obrigatória para todos. Para a Bíblia e para os gregos, esse comportamento constituía o supremo desvio, pois as pessoas se colocavam no mesmo pedestal da divindade, tida como a referência suprema e a Última Relidade. Chamavam a essa atitude de hybris, quer dizer: arrogância e excesso do próprio eu.
Foi esta arrogância que levou os EUA a intervirem, com razões mentirosas, no Iraque, depois no Afeganistão e antes na América Latina, sustentando por muitos anos regimes ditatoriais militares e a vergonhosa Operação Condor, pela qual centenas de lideranças de vários países da América Latina foram sequestradas e assassinadas.
Com o novo presidente, Barak Obama, se esperava um novo rumo, mais multipolar, respeitador das diferenças culturais e compassivo para com os vulneráveis. Ledo engano. Está levando avante o projeto imperial na mesma linha do fundamentalista Bush. Não mudou substancialmente nada nesta estratégia de arrogância. Ao contrário, inaugurou algo inaudito e perverso: uma guerra não declarada usando “drones”, aviões não tripulados. Dirigidos eletronicamente a partir de frias salas de bases militares no Texas, atacam, matando lideranças individuais e até grupos inteiros nos quais supõe estarem terroristas.
O próprio cristianismo, em suas várias vertentes, se distanciou do ecumenismo e está assumindo traços fundamentalistas. Há uma disputa no mercado religioso para ver qual das denominações mais aglomera fiéis. Assistimos na Rio+20 à mesma arrogância dos poderosos, recusando-se a participar e a buscar convergências mínimas que aliviassem a crise da Terra.
E pensar que, no fundo, procuramos apenas a singela utopia, bem expressa por Pablo Milanes e Chico Buarque: “A história poderia ser um carro alegre, cheio de um povo contente”.
publicado originalmente no Jornal do Brasil
domingo, 15 de julho de 2012
CRIANÇAS E TV.
A campanha “Não se engane”, lançada pelo Ministério da Justiça, quer chamar atenção de pais e mães para a influência que obras audiovisuais (filmes, jogos, programas de TV) podem ter na formação de crianças. Além disso, a campanha mostra que a classificação indicativa pode ser uma forma de selecionar os programas que estão presentes no dia a dia do público infantil.
Dois filmes de animação em toy art serão veiculados por emissoras de TV públicas, privadas e em salas de cinema, além da circulação na internet. Os filmes tratam sobre os temas drogas (no topo) e violência e mostram como as crianças tendem a repetir o que veem na televisão.
De acordo com o Painel Nacional de Televisores do Ibope 2007, as crianças brasileiras entre quatro e 11 anos de idade passam, em média quatro horas e 50 minutos por dia em frente à TV. Estudos mostram que as crianças estão propensas a imitar o que assistem em filmes, desenhos, novelas e não distinguem ficção e realidade. Daí a importância de se oferecer ferramentas para que a família faça a escolha sobre o que assistir ou não.
SEGUE A TABELA DE RECOMENDAÇÃO RELATIVA A FAIXA ETÁRIA
OS D0IS PRIMEIROS FILMES PRODUZIDOS E JÁ EM VEICULAÇÃO.
domingo, 17 de junho de 2012
MODÉSTIA OU HUMILDADE?
Miguel Angelo
sábado, 9 de junho de 2012
AMIZADE MUDANDO A LINGUAGEM?
Nos hábitos e o uso indiscriminado da tecnologia mudarão as caracteristicas de relacionamento entre pessoas?? Isto será bom ou mau? O que você acha?
sábado, 31 de março de 2012
Síndrome do Super-homem

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Papel... Que Papel?

" A Ecos permite a reprodução total ou parcial deste logo, bem como texto, desde que com a citação da fonte."
No Teatro da Vida, queiramos ou não, todos representamos algum papel, até o próprio papel, este, tão simplesinho, que já foi portador das mais lindas mensagens de amor ou das tristes de rejeição, notícias de guerra e de paz, grandes negócios ou desastrosas falências, decretos de prisão ou de liberdade, nascimentos e mortes; com o advento da indústria teve sua produção barateada ao ponto de servir para embalar desde finos presentes até o humilde pão. Não satisfeito com suas utilidades, o homem o preparou para limpar entradas e saídas, isto é, a boca e o que estás pensando.
A partitura da música que ouço neste momento também foi num papel escrita a bico de pena de ave. Quem diria, hem, Mozart? Depois de ser afixada em pedras, a escrita começou a mover-se nos pergaminhos, que eram couros preparados para tal fim; posteriormente os fenícios inventaram o papiro que, vegetal, mais fino e obtido a baixo custo, substituiu o pergaminho. O papiro evoluiu na forma de papel, que teria sido invenção dos chineses que, por sua vez, foram os primeiros a usar a impressão... depois Gutenberg no ocidente...
Tudo isto é bonito de saber; o que não é divulgado é que todo este processo é altamente poluente. Há química tanto nas tintas como na confecção de couros, papiros e papeis. E não é qualquer quimicazinha: ela mata!
Em 2006, quando de minha primeira viagem no ranchomóvel, passei por Aracruz – ES. Era uma noite fresca e sem vento; com os vidros fechados e o arejamento aberto, passei a uns 300m de enorme uma fábrica cheia de luzes. De repente, o interior do ranchomóvel foi tomado de um cheiro insuportável. Tranquei a respiração, acelerei para me afastar o mais depressa possível dali e abri os vidros para arejar. Mais adiante, não sabendo que rumo tomar numa bifurcação, parei e aguardei que alguém por ali passasse. Não demorou muito e um motorista que se aproximava, a meu pedido, parou.
Perguntei-lhe sobre o caminho e aproveitei para perguntar que fábrica era aquela lá atrás. “É de papel da Aracruz Celulose.” Comentei sobre o mau cheiro e ele desenrolou um carretel de revolta, dizendo que lá muitos morriam de câncer e que o câncer já matara seu avô e um tio.
Ora, jornais e revistas dependem do papel... Pare, pense e desconfie: por que não se comenta isto?
O mínimo que podemos fazer é gastar o mínimo de papel. Lavadas as mãos, sacudi-las antes de apelar pra toalha. Durante as refeições, reutilizar o guardanapo. Imprimir somente o indispensável. No sanitário, usar água e sabão que é bem mais higiênico. Assim, além de reduzir danos ao meio ambiente, que o papel sempre provoca, quantas vidas estaremos poupando?
Miguel Angelo
Diretor Geral Ecos



























